Hugo Siqueira

homo (queer remixed)

Hugo Siqueira
MG/DF

queerhugosiqueira

queer
2007
tatuagem e fotografia digital

quadrupede (rf x fr) - foto: hugo siqueira

quadrupede (rf x fr)
2007/2009 – fotografia digital

 

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HUGO SIQUEIRA
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Hugo Siqueira é colecionador e estudioso autodidata de arte contemporânea, dj e produtor de música eletrônica e trilhas sonoras. Cursou jornalismo e relações públicas na FAFI-BH e no IESB-DF mas não completou os cursos. Foi durante três anos diretor de Comunicação e divulgação do GAPA Minas.  Organizou e produziu as exposições “Gapa Mostra Minas II e III”, em Belo Horizonte, em 1997 e 1999. Em 1999, participou do Seminário “Curadoria e crítica”, realizado durante o Festival de Inverno da UFMG. Fez a curadoria da exposição “Desenhos”, do artista brasiliense Lincoln, em 2006, no Café Savana, em Brasília (DF). Em 2007 organizou e fez a curadoria da Mostra “homo (queer remixed), em Brasília (Espaço Cultural Café Savana) e Goiânia (Museu de Antropologia da UFG e Centro Cultural Goiânia Ouro). Como artista plástico foi selecionado para o Salão de Artes Plásticas de Sobral (CE), em 2005, em trabalho conjunto com Sidney José. Trabalha na Contadoria do Banco do Brasil, com implantação e gerenciamento de projetos contábeis. Em 2005, participou pelo Banco do treinamento “Gerenciamento de Projetos”  ministrado pela FGV – Fundação Getúlio Vargas. É criador da Circular – Arte Hoje, escritório de idéias e galeria virtual. A Circular é mais uma parceria com o webdesigner Nivas Gallo, também webmaster do Function! Podcast, no qual Hugo faz o papel de editor, jornalista e dj. Em 2007 organizou a mostra homo (queer remixed), em Brasília e Goiânia. Em 2008 fez a curadoria musical do Brasília Fashion Festival. Em 2009, retoma a homo (queer remixed) realizando o módulo II em Brasília.


 

Entrevista para o Diário da Manhã (por e-mail)

Concedida a  Flávia Rocha em 18 e 19.06.2009

 

Há quanto tempo você está neste ramo?

Fui durante três anos diretor de comunicação e divulgação do GAPA Minas. Lá, organizei e produzi as exposições “Gapa Mostra Minas II e III”. Foi em Belo Horizonte , em 1997 e 1999. Foi também quando comecei a me interessar mais sobre as artes plásticas, principalmente como pesquisador e colecionador.  A Circular nasceu em 2007, com o amadurecimento do meu envolvimento com a arte.

 

De onde surgiu a idéia de expor seu trabalho?

Por conta da experiência com meu site/podcast de música eletrônica (www.function.com.br) – sou dj e produtor -, resolvi me aprofundar mais nesse universo da internet como possibilitadora da circulação cultural. A acessibilidade à informação permitida por ela é algo formidável.  Meu trabalho é mais voltado para curadoria e desenvolvimento de projetos. Como eu já tinha juntado uns cento e poucos trabalhos de amigos e artistas que admiro, e nem tenho parede para tanto, pensei: por que não posso dividir isso com as pessoas, como faço com a música?

 

Como é essa questão da galeria virtual? Existe um local concreto em Brasília em que se possam ver as peças?

A Circular funciona virtualmente no site www.circular.art.br. São uns cento e cinqüenta obras “físicas” que ficam em minha casa e na casa de amigos. Não gosto de deixar os trabalhos guardados. Quando há uma exposição como esta, temos parcerias com galerias ou instituições que abrigam os trabalhos, em paralelo à exibição virtual. É o caso da Galeria do Café Savana e da Mais Vezes Galeria, em Brasília. E foi assim no Cine Ouro e no Museu de Antropologia da UFG, em 2007, em Goiânia.

 

 Você nasceu onde?

Sou mineiro, de Monte Carmelo. Morei por oito anos em Belo Horizonte e estou em Brasília há nove anos.

 

Qual sua formação?

Fiz o curso de comunicação social, mas não terminei. Minha formação artística é autodidata. Sou funcionário (licenciado) do Banco do Brasil e lá trabalhava com gerenciamento de projetos, o que me é bastante útil no trabalho de curadoria.

 

A ideia da participação dos artitas goianos é sua?

Em 2007, a ONG Laços me convidou para montar uma mostra de arte homo erótica durante a Semana de Diversidade Cultural de Goiás. Juntei alguns trabalhos que eu tinha, busquei artistas goianos (já era amigo de alguns) e, sem planejar, nasceu o que chamo de Coletivo Circular, um grupo de artistas e designers que acreditam, como eu, que a arte precisa circular, estar acessível às pessoas, poder ser vivenciada.

 

O que eles tem de bom para oferecer na mostra?

Dentre os goianos, temos a participação do Max Miranda, com imagens manipuladas digitalmente e vídeos que nunca foram mostrados. O Ronan Gonçalves vai fazer uma intervenção urbana na abertura da exposição e tem também trabalhos feitos em parceria com Clovie Masson. No primeiro módulo tivemos participação do Marcelo Henrique e do Marcelo Solá. A Crioulo, marca do Marcos Queyroz vai lançar uma série de camisetas feitas especialmente para a mostra. Dois arquitetos-artistas goianos que também participam: César Costa, que cuida da iluminação* e desenvolveu dois suportes, e o Daniel Almeida, que mostra fotografias digitais. Eles oferecem seu olhar e pensar particular sobre as possibilidades da sexualidade, sobre a diversidade e sobre liberdade.

 

*(Nessa montagem temos cinco desenhos feitos para luz negra, do artista de Brasília, Lincoln. Além disso, a iluminação da sala de exposição vem dos suportes dos trabalhos, do projetor e das telas de LCD.).

Como surgiu a ideia de expor este tipo de trabalho (homo)?

Em 2007, a ONG goiana Laços me pediu que ajudasse a montar uma exposição dentro da Semana de Diversidade Cultural de Goiás. A Semana é um evento LGBT, e claro, a intenção é dar visibilidade a arte de cunho homoerótico/afetivo.

 

Porque fazer uma exposição homo?

O que deveria ser uma celebração da diversidade e uma reflexão sobre a heteronormatividade, acaba abrindo a discussão sobre a homofobia, extremamente pertinente quando vemos um jovem ser morto com violência, pós Parada Gay de São Paulo, com todas as evidências de um crime homofóbico. Infelizmente ainda precisaremos de muitas outras exposições e ações até podermos celebrar essa diversidade de forma mais completa.

 

Todos trabalhos são neste sentido ou tem outros trabalhos em sentidos diferentes?

A Mostra Homo (queer remixed) reúne trabalhos de cunho sexual e homoafetivo, mas, até por se tratar de uma cultura (queer) que despreza os rótulos, possui uma delimitação bastante fluida. Alguns trabalhos remetem à questão das liberdades individuais, que não necessariamente transitam pela sexualidade.

Quanto à Circular | Arte Hoje e ao trabalho dos artistas do Coletivo, os trabalhos possuem focos diversos, sendo esta Mostra um recorte relativo à arte queer. À Circular, independente da temática de seus projetos, interessa investigar e facilitar os processos de circulação da arte, cultura e informação.

Bibliografia e webgrafia:

http://function.com.br/sobre-hugo-siqueira/
http://function.com.br/

http://finissimo.com.br/function/

 


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