hqr.o.06 – Lincoln – Sebastião II (2007)

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Manifesto masculino, sexual e contra a posição criada pela organização social religiosa que todo o tempo tenta nos apaziguar em rebanhos, não percebendo que seria melhor cultivar indivíduos construtores. É tempo de sair da manada e não levantarmos bandeiras que nos afirmam bandeiras apenas! O natural é a melhor posição, falo então, e começo a minha defesa e constatação: Abaixo as siglas que nos tentam explicar os desejos. Percebamos a naturalidade de existir homens e mulheres. O q passa daí é invenção!

 

Não levante uma bandeira construída pra você, é o que “eles” querem! Criam os padrões rígidos, inumanos, não naturais e nos pedem que os cumpra (ainda que os proponentes saciem seus desejos em crianças provando em escândalos de dinheiro ou de sexo malvado que a pureza extrema e exagerada dos conceitos de seres superiores pela fé camuflam monstros reprimidos) Se não somos o estabelecido rude macho dominador somos bichas em rebanhos? Levantando uma bandeira arco-íris em pró da afirmação dos desejos subjetivos e pessoais, criando máscaras para estarmos posicionados, é isso: nos empurram pra uma compreensão estereotipada dos valores íntimos, onde nós seres masculinos devemos nos mostrar um exército de “frágeis homens afeminados” (nós que independente dos nossos desejos sexuais construímos essas cidades no braço, matando, combatendo, destruindo, construindo).

 

Que venha então e se estabeleça o período do humano, do ser puro, do andrógino, do sexo estabelecido, não dividido, não proibido, separado em castas, mas do ser livre que não se traveste de um ser inexistente criado por exclusão por um bando de papas ditadores de regras: que morra com os papas falecidos toda a invenção da verdade.

 

O Papa está morto! esse mesmo ser humano que apesar de cagar foi nomeado representante do Deus na terra, um cego, que nos guiava em direção a clareza de nossa “visão”. Percebamos agora que se inicia um novo milênio, que os pilares antigos foram destruídos por nós ou pela natureza: Destruir é natural. Abaixo a deturpação dos valores naturais, sejamos homens e mulheres, conscientes do nosso timbre de voz, da nossa força característica, não sejamos mais transformados em veadinhos defensores da integridade mentirosa. Viva a naturalidade e a beleza do humano.

 

Abaixo a submissão camuflada de luta direta, fim aos que excluindo iguais, retém a delicia do “ser masculino”. Luta direta! Confundam essas cabeças que prevêem uma posição específica dos homens que amam homens e das mulheres que amam mulheres.

 

Até chegarmos a compreensão da liberdade onde seres existentes em verdade mantém e desenvolvem relações acima das siglas, em função do ser humano.

 


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