hqr.e.09 – Queermesse

Domingo, 28/06/2009 – 15 às 22 horas – Ao lado do Café Savana

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 Glenda Torres – Série lambe-lambe


Os artistas envolvidos na exposição, informalmente chamados Coletivo Circular, estiveram reunidos na abertura do módulo II em Brasília. De São Paulo vieram Glenda Torres, Clovie Masson, Veruscka Girio e Lincoln. De Goiânia, Ronan Gonçalves, César Costa e Marcos Queyroz. De Belo Horizonte, Luiz Morando e Sebastião Miguel. Juntaram-se a Hugo Siqueira, Tony Costa, Ricardo Gomes e Marco Dantas, aos djs Lawrence Calvet, Costta, Fabrício Viana e Pedro Tapajós.

A reunião de todos aqui no final do projeto veio ao encontro do plano de montar coletivamente uma intervenção urbana para o dia 28 de junho. O happening previsto para o vernissage tomou nova dimensão. Envolveu todos numa confraternização com performances, apresentação de vjs e djs, exposições do projeto “reproduzíveis”etc. Participou também da queermesse Luiz Morando Queiróz, que lançou o livro “Paraíso das Maravilhas”, no dia anterior, sábado, 27 de junho, na livraria Café com Letras, com a presença do Coletivo.

Dia 28 é dia do Orgulho Gay e Dia de São Pedro. O nome da intervenção emula um ambiente de festa junina, com signos modificados. A música é componente importante. As “barracas” oferecem trabalhos de arte, imãs de geladeira, camisetas. As bandeirinhas (“banderolas”, em formato de pênis) são “censuradas” para evitar problemas do bar com a vizinhança. Acabam entrando numa performance de Ronan Gonçalves, que “amarra” Glenda Torres. Alguns vizinhos reclamam do som mas são informados do significado da comemoração. Uma vizinha se irrita e joga arroz pela janela. O clima é de festa. Os djs fazem suas apresentações. Astronauta Mecanico faz projeções. Na falta de um telão, o teto da loja vizinha vira quase um painel de leds. As pessoas danças, conversam, riem. O paredão de lambe-lambe, que começou preto e branco, coloriu-se durante a tarde.

Não é um momento de contestação. Isso se dá nos trabalhos expostos na sala de exposição. É um momento é de festa, do exercício da sexualidade, não como agente de provocação, mas de fruição. O ar livre, o dia e as próprias limitações sociais e morais impostas/aceitas para o exercício da sexualidade no espaço público são contraponto para a sala de exposição, privada, com iluminação diminuída, onde a sexualidade e a liberdade são guiadas somente pelo desejo e prazer.

Veja as imagens aqui.

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Marco Dantas – manipulação de imagem

A Circular | Arte Hoje acredita na livre circulação da arte, da cultura e da informação. Os trabalhos expostos, na sua grande maioria, têm licença creative commons que permite a livre reprodução da imagem ou texto, desde que citados autor e fonte. A licença permite também a “edição” do texto ou imagem, desde que citada a obra original e que a nova obra tenha a mesma licença. A Circular | Arte Hoje também procura fomentar o processo coletivo, a interação entre os artistas e intervenientes, de forma a obter a co(e)laboração e trabalho conjunto.



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