hqr.o.01 – Coletivo Circular – estranhar

estranhar – v.t. “admirar-se por não achar natural, por perceber alguém ou algo diferente do que se conhece ou do que seria de se esperar”

por Hugo Siqueira (concepção e coordenação) , Ronan Gonçalves e Clovie Masson (concepção e execução), Astronauta Mecanico (vídeo animação), Vinícius Moreira (som – piano), Marcos Queyroz (som – CDJ)

Na Semana de Diversidade Cultural de Goiânia, de 22 a 28 de outubro, o módulo II da mostra, denominado “ato”, aconteceu no Centro Municipal de Cultura Goiânia Ouro, o Cine Ouro, antigo cinema art deco no centro da capital goiana (o acervo arquitetônico de Goiânia, projetada em 1933 por Atílio Correa Lima é considerado um dos mais significativos do país).

“Queremos reforçar o caráter da arte como ato físico e político. Assim como a capacidade que ela tem de proporcionar o redescobrimento do mundo e de si próprio. Partimos do verbete “estranhar” – “admirar-se por não achar natural, por perceber alguém ou algo diferente do que se conhece ou do que seria de se esperar”, que tem um sentido extremamente positivo e queer. Não é só o conhecimento, mas também sua renovação – o olhar e a análise particulares -, que nos permitem acompanhar a dinâmica e a evolução da vida”, diz Hugo Siqueira, o curador da mostra

Ronan Gonçalves e Clovie Masson, que moram em Goiânia, já trabalham com performance e intervenções, pesquisam e fazem experimentações usando o corpo. Veruscka Girio, web artista e VJ de São Paulo desenvolveu uma instalação/site specific para o Cine Ouro, com imagens homo-pop e incluiu nela imagens da pesquisa feita para a performance (corpo pintado de Clovie), que foram projetadas. Vinícius Moreira, fotógrafo e também artista com trabalho na mostra, e o DJ Marcos Queyroz, fizeram a trilha sonora ao vivo, um no piano e outro nas CDJs.

 

estranhar

performance/instalação
Cine Ouro – Goiãnia

22.10. 2007

 

 


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